5 motivos mais comuns que levam cães ao veterinário no Brasil e quando você deve se preocupar

Por Neto Martini  •   Leitura de 3 minutos

5 motivos mais comuns que levam cães ao veterinário no Brasil e quando você deve se preocupar

Se você tem cachorro, você já viveu esse momento: ele faz uma coisa diferente e, na sua cabeça, começa o debate.

“Será que é só uma coceirinha?”
“Será que foi a ração?”
“Será que é drama?”
“Ou eu tenho que correr pro vet agora?”

No Brasil, a rotina de cuidados varia muito. Tem tutor que faz check-up todo ano, tem tutor que só vai ao veterinário quando algo aperta. Mas uma coisa é igual para todo mundo: quando o pet tem sintomas, é melhor entender o que pode estar por trás.

A seguir, os motivos mais comuns que costumam aparecer em consultórios veterinários no Brasil, com sinais práticos para você reconhecer em casa.

1) Coceira, alergias e dermatites

Esse é um clássico, a combinação de calor, umidade, pulgas, banho demais, produto errado e alergias faz muita gente parar no veterinário.

E não é só coçar. O corpo do cão vai dando sinais aos poucos.

Sinais comuns:

  • Coceira constante, principalmente patas, barriga, orelhas e focinho
  • Lamber pata sem parar (às vezes até fica avermelhada)
  • Queda de pelo em falhas
  • Pele vermelha, com bolinhas, crostas ou feridinhas
  • Cheiro forte na pele, como ‘pele úmida’ ou ‘fermentada’

No Brasil, a pulga ainda é uma das causas mais frequentes, principalmente em épocas quentes. E alergia ambiental também pesa muito, poeira, mofo, grama, produto de limpeza, perfume, amaciante, até aquele ‘cheirinho’ de casa.

Procure o veterinário: a coceira virou algo rotineiro, se tem ferida, mau cheiro ou se o cão está se machucando de tanto se coçar.

2) Otite (infecção de ouvido)

Otite aparece muito em clínica aqui, principalmente em cães de orelha caída ou que tomam banho com frequência. Às vezes começa com um ‘cheirinho’ e quando você vê, já virou um incômodo grande.

Sinais comuns: 

  • Sacudir a cabeça repetidamente
  • Coçar a orelha
  • Cheiro forte no ouvido
  • Vermelhidão e sensibilidade ao toque
  • Secreção escura ou amarelada

Muita otite tem relação com alergia e umidade, então tratar só o ouvido resolve por um tempo e depois volta, se a causa não for investigada.

Procure o vet se: tem cheiro forte, dor, secreção ou se o cachorro não deixa encostar.

3) Vômito e diarreia

Aqui entra o famoso “comeu alguma coisa”. No Brasil é muito comum o cachorro beliscar:

  • Resto de comida
  • Lixo
  • Osso de frango
  • Petisco de procedência duvidosa
  • Plantas ou até coisa da rua durante o passeio

E também tem as viroses, verminoses e giárdia, que aparecem bastante.

Quando é sinal de alerta:

  • Vômitos repetidos
  • Diarreia por mais de 24 horas
  • Sangue nas fezes
  • Apatia, febre, fraqueza
  • Gengiva pálida
  • Sinais de desidratação

Regra prática: um episódio isolado pode acontecer. Mas se não melhora rápido ou se o cachorro fica abatido, é hora de procurar orientação.

4) Caroços e ‘bolinhas’ na pele

Os tutores brasileiros reparam muito nisso no banho, na escovação ou quando fazem carinho. E é normal assustar.

A verdade é que muitos caroços são benignos, como lipomas (gordurinha) e cistos, principalmente em cães mais velhos. Mas só o veterinário consegue avaliar de verdade.

Procure o vet se:

  • Apareceu do nada e cresceu rápido
  • Mudou de cor
  • Sangra
  • Dói
  • Inflama
  • Está em região que atrapalha andar ou sentar

Aqui no Brasil é muito comum o veterinário pedir punção ou biópsia para confirmar, e isso traz paz para o tutor.

5) Machucados e mancar do nada

Outra cena comum: o cachorro voltou do passeio, brincou com outro cão, escorregou no piso liso, subiu e desceu escada, correu no parque, e começou a mancar.

Piso escorregadio em casa, brincadeira intensa e calor forte deixam isso mais frequente.

  • Sinais que merecem atenção:
  • Mancar por mais de um dia
  • Choro ao apoiar a pata
  • Inchaço
  • Relutância para subir escada ou pular
  • Mudança de humor, irritação ao toque

Procure o vet se: a dor parece forte, se tem inchaço, se piora ou se não melhora em 24 a 48 horas.

A melhor forma de decidir é pensar assim:

  • Meu cachorro está só diferente ou está claramente desconfortável?
  • Isso dura mais de 24 horas?
  • Ele está comendo, bebendo água e agindo normalmente?
  • Tem dor, sangue, secreção, febre, apatia?

Se a resposta te dá insegurança, vale a consulta. Porque no fim, o que a gente quer é simples: ver o pet bem, sem sofrimento, e não descobrir tarde demais que era algo sério, concorda?

Anterior Seguinte